Continuação do artigo Criptografia com álgebra linear parte 1
O processo de descriptografia é relativamente simples. Basta multiplicar a matriz B pela inversa da matriz A (que é nossa chave).
Mas como achamos a inversa da matriz A ?
Matriz inversa (parte final)
Como vimos no artigo anterior a matriz A admite uma inversa, pois sua determinante é 1
Det(A)=1
Aqui chamaremos a matrz A de M.
A sua inversa é representada por M-1. Vamos usar o seguinte teorema:
Vamos entender passo a passo:
1º Encontrar o determinante de M
Já sabemos que é 1
2º A matriz M’ chamada de matriz dos co-fatores, substituindo cada elemento de M pelo respectivo cofator.
3º A matriz
chamada de matriz adjunta que é a transposta de M’ ![]()
4º Encontrar a inversa
, multiplicando
por ![]()
Menor Complementar e Co-Fator
2º A matriz M’ chamada de matriz dos co-fatores, substituindo cada elemento de M pelo respectivo cofator.
Chamamos de cofator relativo ao elemento aij de uma matriz quadrada de ordem n o numero Aij tal que:
![]()
Onde o MC é o Menor Complementar.
O menor complementar de um elementro de uma matriz é obtido suprimindo as linhas e colunas em que ele faz parte e encontrando o determinante dos elementos que sobraram.
Fazendo os calculos temos a matriz = M’ =![]()
Matriz Adjunta (transposta)
Falta agora transpor a matrix M’:
A matriz
chamada de matriz adjunta que é a transposta de M’ ![]()
A matriz transposta é a matriz obtida trocando-se ordenadamente suas linhas por colunas.
Encontrar a inversa
, multiplicando
por ![]()
Já que a determinante de M já descoberta no artigo anterior é 1
Então 1/1 = 1*
não altera a nossa matriz.
Assim temos a chave de descritografia.
Como descriptografar ?
Multiplique a matriz inversa pela matriz da mensagem cifrada.
*
= ![]()
Usando a tabela de caracteres você verá que é muito loco.


